CIDADES DO ECUADOR: CUENCA



Cuenca poderia, facilmente, fazer parte da minha lista de Cidades para Viver durante um Ano. É uma cidade tranquila com prédios baixos, a vida aqui passa devagar. Enquanto caminhava pelas ruas e ruelas de Cuenca senti um bom feeling. Não tinhamos um plano estruturado ou um destino certo, estava apenas a contemplar a vida na cidade. Levámos isto tão a sério que nem visitámos as atracções turísticas perto da cidade como Incapirca (as maiores ruínas inca do Ecuador) nem o Chorro de Giron (caminhada muito bonita na natureza). Oh, quer dizer que tenho de voltar? :D

10 CIDADES PARA VIVER DURANTE UM ANO



Não sei se já repararam mas eu não sou bem uma pessoa da cidade. Preferia viver no campo e de vez em quando visitar a cidade para participar de eventos culturais. Claro que quando viajo visito algumas cidades de renome ou que pareçam-me interessantes para explorar mas não me estou a ver a viver numa cidade para sempre. A poluição constante, a vida agitada, os prédios por todo o lado, não é de todo o que considere qualidade de vida. 
Por outro lado há aquelas cidades que me fascinam pela sua beleza e sinto uma boa vibração assim que as piso. Conhecem este sentimento? Sorris enquanto passeias nas ruas e sentes de certa forma que pertences ali. 
Assim, resolvi fazer uma lista de 10 cidades do Mundo que já visitei e que era capaz de viver durante um ano... ou dois.

QUERES VIAJAR? ENTÃO BORA!

(Foto tirada por mim no Encontro Nacional de Gappers)

Muita calma nesta hora. Não comecem já a saltitar de alegria, nem a mandar foguetes para o ar. Não, infelizmente não tenho uma fantástica viagem para vos oferecer, de graça, grátis, nada disso. Um dia quando for uma blogger famosa com milhares de seguidores pode ser que isso aconteça mas por agora tenho outra proposta para vocês :)

Sabem que este ano comemoro 10 anos a viajar e queria chegar aos 50 países, faltando 4 países para chegar à meta. Tenho andado a matutar uma forma de incluir os leitores do blog e os meus amigos, de alguma forma, nas minhas viagens. É tão mais fácil pegar no Bruno ou numa amiga e lá vamos nós. Mas desta vez quero que seja diferente. Já perceberam que adoro um bom desafio certo? Tenho uma paixão avassaladora de partilhar momentos com outras pessoas, de ouvir histórias de vida diferentes da minha, trocar ideias e opiniões, sinto-me tão mais rica interiormente. 

A maioria das pessoas não viaja porque diz não ter dinheiro ou tempo, mas já percebi que alguns de vocês não viaja porque não tem companhia. Vamos então colmatar essa necessidade? Isso mesmo, estou a convidar-vos para a minha próxima grande viagem!! Há meses que ando a reflectir sobre esta ideia, a avaliar os pros e os contras e decidi arriscar. Parece um bocado loucura convidar "estranhos" a participar de uma viagem comigo, mas visto que fiz boleia durante 3 meses na Europa e já fiz Couch Surfing dezenas de vezes, como poderei não incluir os meus queridos e adorados leitores depois de estar em carros e casas de estranhos?
Estou tão entusiasmada! Nem sei ao certo se alguém conseguirá conciliar as minhas datas com o trabalho, ou se terão dinheiro suficiente para ir mas não custa convidar e tentar certo?

EVENTOS | ENCONTRO NACIONAL DE GAPPERS 2017 (E UM CONCURSO ESPECIAL)

 Sabiam que todos os anos há um evento chamado "Encontro Nacional de Gappers", promovido pela AGYP - Associação Gap Year Portugal? Pois, eu também não sabia até aparecer o evento no facebook, perceber que era um fim-de-semana inteiro a falar de viagens e prontamente inscrever-me. Vou, desde já, pedir desculpas pela pouca qualidade das fotografias, mas não levei câmara fotográfica, utilizando apenas e somente o meu querido Huawei. 

A AGYP é "uma organização portuguesa, sem fins lucrativos, responsável pela promoção do Gap Year em Portugal e, em simultâneo, pelo apoio a todos os jovens viajantes." 

Para quem não está a par do conceito de Gap Year (ou ano sabático em português) é um ano diferente em que sais da tua rotina e viajas para outro país (ou não) para estudar, fazer voluntariado, trabalhar ou só viajar. Não tem que ser obrigatoriamente um ano, pode ser só dois meses ou meio ano, tudo depende das preferências e disponibilidade de cada um. E sim, é para todas as idades, desde o jovem até à Terceira Idade. Nunca é tarde para viajar e quanto mais cedo o fizerem melhor :)

VIAJAR EM EXCURSÃO: SIM OU NÃO?

Devem achar um pouco estranho que ainda não tenha falado na minha última viagem pelas Alemanhas, já que estava tãããão entusiasmada. 
A verdade é que cheguei na Terça passada e sinto que ainda não recuperei inteiramente destes quatro dias, para terem uma noção do grau elevadíssimo de exaustão. 

Existem diferentes formas de viajar e ainda bem porque assim todas as pessoas e suas personalidades estão integradas numa ou mais formas de viajar e não há desculpas para não o fazerem. 
Temos o caso dos grandes empresários que tudo o que precisam é dum resort dentro da praia de Cancun e ficam assim 4 dias, dentro do hotel a torrar ao Sol, a dar uns valentes mergulhos naquela água cor de cristal quentinha, com comida e bebida à descrição. Depois temos os aventureiros, que podem ou não ter um orçamento curto, eles querem é partir à descoberta do Mundo sem grandes planos delineados, visitam um ou outro edifício turístico mas eles querem mesmo é andar à deriva, explorar muito a pé ou de bicicleta, fazer amizades com as pessoas locais e frequentar os mesmos sítios que os locais frequentam. Temos os backpackers ou em bom brasileiro mochileiros que são parecidos aos aventureiros mas normalmente têm um orçamento curto pois têm mais tempo para viajar, ficam alojados em hostels, fazem couch surfing ou fazem campismo selvagem. Há também os backpackers que viajam sem orçamento, que fingem que não têm dinheiro mas depois passam a viagem inteira a frequentar bares e discotecas a gastar balúrdios em álcool e drogas e que apenas comem em restaurantes turísticos com um menu ocidental. Há aquelas pessoas que têm apenas uma semana e planeiam tudo muito bem, de forma independente (sem agências por trás) para que consigam visitar o máximo possível de lugares. Depois há aquelas pessoas que não têm pachorra nenhuma para planear viagens mas que, no entanto, gostam de dar escapadelas e acabam por escolher fazer uma excursão. E é mesmo desta última que vamos falar: a excursão.