AQUELE ANO QUE VIVI NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA


O meu álbum de fotografias (aka bolsa com cds cheios de fotos gravadas) do ano que vivi nos Estados Unidos da América estava perdido. Esvaziei a minha casa em Loulé quando me mandei 4 meses para a América Central com o Bruno e deixei algumas caixas na cave/despensa dos avós. É verdade que ando num eterno processo de simplicidade e minimalismo mas há coisas que não consegues jogar fora: memórias. 
Compilei todas as fotos de um ano nos EUA em quatro cds. Na altura da Universidade quantos documentos e trabalhos finalizados perdidos nas pens usbs da vida ou até as malditas disquetes que teimavam fazer aquele barulho estridente e não havia jeito de abrirem. Passei a usar cds para gravar fotografias por acha-los mais seguros e difíceis de perder. Só que não. Todas as vezes que ia à despensa buscar algo procurava, procurava e não encontrava esses cds em lado nenhum, até que há uns tempos finalmente dei de caras com eles. Woohoo!

Estes cds não contêm apenas a minha vida nos Estados Unidos da América, estão incluídas as minhas viagens a Toronto, Jamaica, Rio de Janeiro e a road trip que fizemos na minha van à Costa Este inteira, desde Maine até Florida.
A minha memória é pequena então acabo por me refugiar na imagens digitais... conseguem imaginar a minha alegria quando finalmente pus as mãos nestes cds? Assim sendo posso escrever-vos sobre este ano atribulado mas deveras especial, ilustrado por algumas fotografias que me são queridas. Ready?

VISITA AO MUSEU NACIONAL DO AZULEJO EM LISBOA



Antes de mais gostaria de agradecer a vossa disponibilidade e apoio no último post quando vos falei sobre o bullying. Nem imaginam o que significou cada mensagem, cada email, cada palavra de alento. Vocês são lind@s e maravilhos@s :)

Ainda não vos contei mas na semana passada ingressei no curso de Design Gráfico... pois é, quem diria? Desde que cheguei a Lisboa, há ano e meio, ainda não parei de estudar. Julgo que seja a minha forma de continuar a aprender e adquirir novos conhecimentos, já que não viajo tantos meses como há dois anos atrás. 
Este curso é deveras especial pois não vamos nos cingir a aprender apenas programas como photoshop ou illustrator, é muito mais que isso. Para terem uma noção neste momento estão a ensinar-nos como abrir uma empresa, registar uma marca e toda a sua legalização, temos também um módulo de artes manuais onde estamos a fazer encadernação e esta semana iniciamos os carimbos. Para além disso, estamos a aprender o rebranding e para isso o formador, propôs fazermos o rebranding de uma instituição real: o Museu Nacional do Azulejo. Claro que fiquei nas nuvens, é assim mesmo que gosto de trabalhar: aliar a teoria à prática e se for para dar uso ao nosso trabalho ainda melhor. Já imaginaram este Museu com o logo que eu e os meus colegas criamos? Um sonho :) O que realmente importa aqui é aprender todo o processo e dar o meu melhor. 

Como já entrei com mais de um mês de atraso no curso não fui fazer a visita de estudo com os meus colegas a este museu. Quando o formador explicou os próximos passos senti que era necessário dirigir-me ao Museu Nacional do Azulejo por mim mesma para perceber como é a arquitectura, as peças expostas, a história, etc. Só assim conseguirei ter uma ideia mais clara de como construir os elementos para este rebranding. 

QUANDO O BULLYING MATA

Hoje trago-vos um assunto muito delicado. Embora este blog seja maioritariamente sobre viagens e temas relativos como gastronomia ou alojamento, gosto de partilhar convosco leituras, eventos que participei que merecem destaque e até conversar sobre assuntos sérios que se passam no seio da sociedade. É por isso que tenho ali aquela etiqueta "Partilhar", porque partilhar é o que faço cada vez que clico do botão "publicar" mas esta etiqueta serve mais como um "aleatório". 

Na semana passada apetecia-me passar a tarde em casa a ver filmes, ao tempo que não fazia esta actividade que tanto gosto! Mas não sabia bem o que assistir (não tenho televisão nem netflix) então resolvi socorrer-me deste vídeo da Dora do Books & Movies, pois tem umas sugestões que vão de encontro aos meus gostos cinematográficos. Da lista, o título "A Girl Like Her" saltou-me à vista e fui de imediato ver o trailer. Percebi que era um filme pesado sobre o Bullying, então vi primeiro o Zootopia para relaxar e depois assisti o "A Girl Like Her". 

DICAS PARA ANDAR À BOLEIA EM MARROCOS

Quando planeamos a nossa viagem de mochila a Marrocos nem sequer propomos a ideia de andar à boleia, afinal de contas a comunicação social e a sociedade no geral sempre nos disseram o quanto é perigoso viajar em Marrocos, quanto mais entrar num carro de um estranho...

Tudo bem que os transportes em Marrocos são económicos e, de uma forma geral, tirando os lugares turísticos, Marrocos é um país barato para viajar. Mas se pudermos transportar-nos de graça para viajar mais tempo, se podemos conhecer mais marroquinos e partilharmos as nossas culturas, porque não andar à boleia?

GREAT OCEAN ROAD EM MELBOURNE

Durante a minha viagem de mochila às costas sozinha pela Ásia, resolvi fazer uma passagem pela Austrália e finalmente conhecer a cidade e casas que os meus primos moram. Não tinha intenções de ficar muito tempo mas a verdade é que estava a precisar duma pausa das viagens constantes, pois é, deslocar dum sítio para o outro de 4 em 4 dias, por vezes menos tempo ainda, cansa meus amigos.

Em Melbourne vi-me na moradia dos meus primos com muitas árvores à volta, sossego e finalmente tinha um frigorífico à minha disposição, um quarto só para mim e uma televisão enorme. Isto era um verdadeiro luxo naquele momento e gostei tanto do conforto e da cidade que fiquei cinco semanas por lá. Podia ter visitado Sydney ou a Tasmânia, mas não, fiquei-me por ali mesmo :)